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Recuperação extrajudicial da Raízen: o que muda para investidores de CRAs e debêntures

A decisão da Raízen de buscar recuperação extrajudicial mobiliza investidores que possuem debêntures e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), títulos que não contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Nesses casos, os detentores dos papéis passam a integrar a lista de credores e participar das negociações sobre a reestruturação da dívida da companhia.

Nossa sócia, Natasha Giffoni Ferreira, explicou ao O Globo que a posição de cada investidor dependerá das garantias associadas aos títulos. Enquanto o CRA costuma representar a antecipação de recebíveis futuros — como a venda de uma safra — e pode ter ou não garantias vinculadas a esses ativos, as debêntures são títulos de dívida emitidos diretamente pela empresa, podendo ou não prever mecanismos como conversão em ações ou garantias reais.

Nesse contexto, a assembleia de credores analisará a estrutura de cada título para definir sua classificação e os termos da negociação. A forma como as garantias foram estabelecidas nos contratos será determinante para estabelecer prioridades de pagamento e eventuais condições de renegociação. O caso evidencia a importância de compreender a natureza jurídica e financeira desses instrumentos antes de investir, especialmente em cenários de reestruturação empresarial.

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